Resenha do livro: Ana e o beijo francês

Sinopse: “Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina… Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.”

Autora: Stephanie Perkins

Ok. Tudo que eu sabia sobre Paris se resumia a isso, ao mesmo olhar que Anna Oliphant protagonista desse livro, ressaltou na primeira página ao se deparar com seu pai -um famoso escritor norte-americano- deixando-a em Paris para seu último ano do colegial na SOAP (school of America in Paris), mas Ana não está nada entusiasmada. Na verdade, ela gosta dos seus amigos de Atlanta, do seu emprego e do seu ‘quase’ namorado. Mas, como eu disse, é deixada em um colégio interno na cidade luz.
Acabei lendo esse livro por pedaços, não que seja ruim ou qualquer coisa do tipo, a narrativa é sutil e cotidiana, de forma que você ler num piscar de olhos, mas… É Paris!
Precisei ler aos poucos porque todos os dias eu visitava um novo ponto turístico em Paris. Sério, e isso alegrava meu dia.
Ana é uma personagem icônica, você acaba se apaixonando por ela ser tão “gente como a gente”, ok. É aquela adolescente clichê, mas um clichê divertido.
Falando em clichês, é óbvio que tem romance no livro e Ana acaba se interessando pelo charmoso Étienne St Clair e quem resiste? o moço tem uma pegada meio Beatles, sabe? E ainda tem sotaque inglês, oh…
Uma mistura de inglês, francês e americano, nunca pensei ser possível mas é, e é incrivelmente apaixonante.
Mas nada é flores e St Clair já tem namorada e isso me abalou também Ana, mas só você lendo pra saber se ela finalmente experimentou o beijo francês ou se algumas coisas não estão destinadas a acontecer.
De uma coisa eu sei, a Stephanie consegue te fazer visualizar cada pedacinho de Paris e enxergar aqueles olhos misteriosos e brincalhões do St Clair bem do seu lado.
A amizade é descrita tão sublime que em momento algum você se sente eufórica ou apreensiva demais para que as coisas aconteçam. As piadinhas e comentários bobos criam um humor excelente na história.
Mas, duas coisas me incomodaram um pouco a) a fascinação quase exagerada da Ana pelo Étienne e b) que a história é totalmente clichê em suma mesmo, sem chances de pensamentos mais profundos e o meu famoso quero-quebrar-padrões, não rola.
Então, obviamente eu só indico o livro para aqueles que precisam ler algo leve e sem intenção alguma de fazer análises estupendamente críticas.
Vale dizer que os fãs do João Verde e do Nicholas Sparks também são um ótimo público, não que algum protagonista morra, mas o nível de clichê é bem por aí.
Então, vale um cafézinho com croissant por aí?

Como superar um coração partido- Poema

como superar um coração partido sem tentar
primeiro
não faça nada
torne-se um com seu sofá
comendo pilhas inteiras de oreos como se fossem torres de sentimentos
assista as adaptações de Jane Austen até seus olhos virarem passas
aprecie Colin Firth emergindo de um lago em uma camisa branca
se você deve fazer algo
beba!
mas mantenha a classe
ponha seu vinho barato num copo
você não é um pirata!
fale sozinha
fale sozinha no espelho
no transporte público
no meio da fonte do shopping
porque há coisas que você nunca conseguiu dizer
você não precisa engoli-las
faça um tinder!
faça da sua foto de perfil um modelo e não fale com ninguém
só continue passando até que tenha L.E.R
desse jeito você pode rejeitar 50 pessoas por minuto e vai parecer como matar formigas
com barriga tanquinho
beije o máximo de pessoas que precisar pra tirar a marca dos lábios dele do seu cérebro
vá em museus
e perceba que outras coisas têm histórias também
jogue esconde-esconde com seu sono R.E.M
você não sabe qual é pior
acordar de pesadelos em que seus lados se abriram ou de sonhos com ele segurando a sua mandíbula como se significasse algo pra ele
poderia também grudar suas pálpebras na testa
porque, pelo menos, você pode mentir pra si enquanto acordada
fique acordada até 3:00, 3:30, 4:00
faça chá com as bolsas embaixo dos seus olhos
escreva!
escreva até usar cada metáfora do seu acervo
comece a usar a mesma sempre e sempre
porque há tantas maneiras de descrever estar destruído
mas uma vez que você chegar lá
isso é só a base
em seguida, colete todas as fendas da sua corrente
faça uma armadura e leve ela pra batalha
pegue o nome dele
aquele que ainda dói dizer
e use como grito de guerra
então chore de verdade
porque não há nada vergonhoso em limpar seus olhos
não se levante
não fique bem
porque desilusões não são sobre estar bem
é sobre lembrar que você estava bem antes
é sobre falar
foda-se estar bem!
é sobre pegar todos os seus pedaços
e construir pra si um castelo, porque não me importa quem você é
você é uma rainha!
é sobre falar
foda-se esse poema!
ninguém supera um coração partido
eu construi uma sala do trono
com caixas de pizza e embalagens vazias
e eu não consigo parar de chorar em cima do meu cup moodles
mas um dia
vou chorar uma fonte de juventude
vamos voltar ao começo
estou cansada de dicas de auto-ajuda
e de incentivos amigáveis
eu bebo garrafas, garrafas e garrafas
fingindo que suas bocas pertencem a outra pessoa
mas cansei de sentir pena de mim mesma
porque se desculpar por amar até explodir-se?
minha capacidade de sentir não precisa de perdão
meu coração não precisa de reparo
eu não estou despedaçada
eu só estou um pouco mais
explosiva!

Aprecie em vídeo também:

XERO!

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5 poemas de Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes, nascido Marcus Vinicius de Moraes foi um poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor brasileiro. Nasceu em 19 de outubro de 1913, em Gávea, Rio de janeiro. Faleceu em 9 de julho de 1980 no Rio de Janeiro.
Quero criar uma categoria para espalhar poemas pra vocês, então constantemente irão ler por aqui. Iniciarei com o meu garoto de Ipanema (abusada, eu! haha), porque ele é meu eterno amor.
Que tal se deliciar com o lirismo magico do Vinicius?
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1-Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

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2-Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

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3- Soneto de inspiração

Não te amo como uma criança, nem
Como um homem e nem como um mendigo
Amo-te como se ama todo o bem
Que o grande mal da vida traz consigo.

Não é nem pela calma que me vem
De amar, nem pela glória do perigo
Que me vem de te amar, que te amo; digo
Antes que por te amar não sou ninguém.

Amo-te pelo que és, pequena e doce
Pela infinita inércia que me trouxe
A culpa é de te amar — soubesse eu ver

Através da tua carne defendida
Que sou triste demais para esta vida
E que és pura demais para sofrer.

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4- A hora íntima

Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: – Nunca fez mal…
Quem, bêbedo, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: – Rei morto, rei posto…
Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: – Foi um doido amigo…
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançará um punhado de sal
Na minha cova de cimento?
Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: – Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: – Não há de ser nada…
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?

Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?

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5- Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

 

BÔNUS: PS. desculpa, mas eu amo o trabalho dele. 

ps.1 ela é linda ela.

CRÔNICA: “Para uma menina com uma flor”

 

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.

E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você quando sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre num nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, como uma santa moderna, e anda lento, a fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der aquela paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.

E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta mas não concorda porque é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara- na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, “Minha namorada”, a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.

E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora – tão purinha entre as marias-sem-vergonha – a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nestas montanhas recortadas pela mão presciente de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos – eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações – porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.

            

Resenha do livro: Misto quente

Charles Bukowski é apelidado carinhosamente de “velho safado” por seus fãs, com uma narrativa nua e crua, Bukowski reúne diversos romances que são verdadeiros tapas na cara. Misto quente foi um empréstimo, lembro que estava indo para o sítio e o coloquei na mala, pensei que não fosse abri-lo e logo depois pensei que não conseguisse fecha-lo.

De todos os romances do Buk que eu li, esse de longe se tornou meu favorito.
“Estávamos todos juntos nisso. Todos juntos num grande vaso de merda. Não havia escapatória. Todos desceríamos juntos com a descarga.”
Então, a história gira em torno do Henry Chinaski um personagem que aparece em outros romances do buk, em Misto quente Chinaski nos mostra uma vida “infernal”, a narrativa começa contando a infância dele, sua chegada a Los Angeles vindo da Alemanha e seus momentos de ‘high school’, onde ele é sempre o loser. É sempre o último a ser escolhido para jogar, sofre preconceito por ser alemão e nenhuma garota o dá bola, mas o garoto não se faz de coitadinho, muito pelo contrário, ele sacaneia os outros garotos assim como é sacaneado.
Em casa, o inferno continua, seu pai aparentemente lhe bate por prazer, é autoritário beirando a psicopatia e sua mãe é ignorante, conformada e por vezes eu senti como se ela fosse uma morta-viva.
Henry mostra durante boa parte da narrativa nutrir um ódio pelo pai, seu pensamento recorrente vem de Dostoiévski “quem não quer matar seu pai?”, além de martelar um “eu devo ter sido adotado”.
Bukowisk usa uma linguagem seca e objetiva, com um humor negro e a tal da ironia perceptível em quase toda a narrativa.
Atenta-se que esse não se trata de um romance clichê ou cheio de voltas, Henry Chinaski tem uma família beirando a histeria. É uma linguagem completamente “chula”? É. Você vai encontrar muito palavrão, porém muitas críticas também.
Chinaski percebe durante uma de suas aulas de inglês, quando a professora pede uma redação que a única coisa que as pessoas querem e alimentam são mentiras bonitas, “(…) era isso que eles queriam: mentiras. Mentiras maravilhosas. Era disso que precisavam. As pessoas eram idiotas, seria fácil pra mim.” então neste momento ele se encontra nos livros e na escrita, Henry Chinaski passa a ser o tipico anti-social reservado em seu quarto, com poucos amigos e sendo um durão.
Chinaski é um personagem inconformado com a forma que a sociedade se comporta, “estudar, arranjar um emprego qualquer, casar e ter filhos” e com isso ele sente como se nunca fosse ser feliz.
Misto quente consegue ser um livro trágico, cômico e sincero. É cotidiano, é real.
Talvez misto quente não seja uma leitura interessante para quem busca finais felizes, a visão aqui é de puro pessimismo e negatividade perante a vida. Mas em todo caso, fica aí a indicação, se forem ler, já adianto logo, não se assustem com o linguajá pra lá de sujo do velho safado.

Beijos ❤

ENTREVISTA : Escritor Raul G. M. Silva

Hoje o Paraiso Nublado vem com uma entrevista muito legal com o professor e escritor Raul, estando presente no mesmo evento, pedimos a ele para responder umas perguntas pra o blog, e ele muito gentil, aceitou.

Raul é natural de Arcoverde , Sertão de Pernambuco, formado em Licenciatura em Letras, atua como professor na citada cidade, uma de suas paixões é a escrita, e seguindo essa paixão publicou seu livro ” A lenda dos Cinco Povos – A Terra de Almar”, Raul também tem um canal no YouTube e grava vídeos de teor literário, vou deixar os links de suas redes sociais e canal aqui, venham conhecer esse ótimo escritor.

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Resenha do livro: O grande Gatsby

Ao abrir o livro do F. Scott Fitzgerald que é um livro relativamente pequeno, na verdade, ele é curtinho mesmo. Você é levado quase que instantaneamente a fazer uma reflexão, digamos que um conselho a ser tomado por todos é exposto nas primeiras linhas. Uma tal de meritocracia precisa ser repensada, sabe? Aquela coisa de fazer prevalecer os “méritos”, quando não temos a menor condição de fazer isso.

“-Sempre que tiver vontade de criticar alguém-recomendou-me-, lembre primeiro que nem todas as pessoas do mundo tiveram as vantagens que você teve.” (negrito e itálico)

Então a narrativa se segue e consiste em uma história carregada de crítica social, onde você só percebe nas entre-linhas. Retratando a sociedade americana da época, onde as pessoas eram fúteis e o dinheiro falava à frente de todas as coisas até mesmo do amor.
Gatsby o protagonista desta história, é cercado por mistério e consegue trazer uma áurea de ingenuidade, no meio de suas altas festas e de sua privilegiada posição social, tudo que Gatsby quer é reconquistar o amor de Dayse, esta que é sua ex namorada e demonstra ser uma personagem um tanto fútil também, vivendo um casamento infeliz com Tom, personagem esse que me enoja, digamos de passagem e abrindo espaço para o adultério. O livro é narrado por Nick um personagem sem muita visibilidade, na verdade, ele está mais para um observador nato dos fatos. O livro tem como cenário a década de 1920, uma época onde o Jazz era a música que inundava os ambientes, o gim era a bebida nacional e a riqueza parecia estar em toda parte, festas espalhafantosas aconteciam na alta sociedade e todos queriam fazer parte. Era uma espécie de sonho americano, como se o materialismo fosse o alvo maior. E mesmo sabendo que o livro retrata comportamentos de uma sociedade tão antiga, temos consciência de que é um livro atemporal trazendo uma bagagem cultural muito interessante.
Fitzgerald em sua narrativa que é aclamada por vários críticos, apenas abriu espaço para o debate acerca da ganância e por que não do capitalismo, fazendo um paralelo com os dias atuais. O dinheiro é a moeda e ela tem dominado o homem. Por quanto tempo mais viveremos isso, já não estamos em 1920, ou estamos?
Bem, recomendo o livro para aqueles que são amantes dos clássicos e digo para os que não são, comecem ou recomecem por esse enquanto escutam young and beautiful da Lana Del Rey, inclusive, é trilha sonora do filme que é baseado no livro.

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Resenha do livro: A graça da coisa

Já deve ter acontecido com você. Você entra em uma livraria e se encanta por praticamente todos os livros, mas tá dura. É uma merda, eu sei. Aconteceu comigo mês passado, entrei na livraria e como sempre, me apaixonei. Imagina só quando um autor que você tanto gosta está por 14,99 e mesmo assim você tá dura? Mil vezes uma bosta. Aí o jeito é você entender e agir da maneira mais madura possível, escondendo aquela relíquia, colocando lá atrás, no finzinho mesmo, com a promessa que você vai voltar. É quase uma cena digna de Oscar.

Eu voltei, semana passada. E não sei se porque “Harry Potter e a criança amaldiçoada” estava ali em cima, convidando os leitores a mais uma aventura que eles já conhecem e veneram, mas curiosamente “A graça da coisa” ainda estava me esperando, no mesmo lugar. Eu? Agradeci aos outros por não terem tanto apresso por literatura nacional (baixo da minha parte,eu sei), mas agora só eu sei o quanto eles perderam de fato. Perderam, feio.

O livro reúne 82 crônicas, e a cada crônica lida eu soltava um “essa mulher é incrível”. Ora, o que esperar de alguém que começa despretensiosamente falando da vida urbana e vai evoluindo o papo pra assuntos que causam uma certa coceirinha no nosso interior? No nosso ego? No nosso eu?

Martha Medeiros nos questiona sobre o zelo, o famoso amor raso que a gente tanto ver hoje em dia. Nos questiona sobre o quanto é difícil tomar decisões, por que somos a soma delas e temos o famigerado medo de errar (mas errar é humano, né?), nos questiona sobre as amputacões auto-provocadas que temos que sofrer ao longo da vida, sobre o quanto uma viagem revigora  (com direito a referências como “Na natureza selvagem” <3), uma carta de amor ao brilhante Woody Allen, e ah, o quanto a gente se adapta ao outro quando gosta de verdade (citar Pearl Jam foi demais pro meu coração tá, Marthinha?!).

Enfim, em a graça da coisa eu me renovei. Removi uma parte de insegurança que me impedia de fazer grandes feitos, e marquei todas, eu disse t-o-d-a-s as páginas do livro. Em cada crônica lida eu aprendi uma lição, e isso vale muito. Obrigada, Martha.

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Alguns trechos:

“Se eu juntasse alguns transeuntes, aleatoriamente, duvido que encontrasse um que afirmasse: cheguei até aqui sem nenhuma amputação autoprovocada. Será? Talvez seja um sortudo. Mas é mais provável que lhe tenha faltado coragem.”

“A maioria acredita que a longetividade dos amores é atribuição do destino, ele é que tem que tomar conta. Nenhum encantamento se mantém sem uma boa supervisão. Não basta dar corda e depois cruzar os braços.”

“Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com elas.”

“O amor adora se fazer de difícil”

“A independência nos torna disponíveis para viver a vida da forma que quisermos, sem precisar “negociar” nossa felicidade com ninguém. (…)  Garotas, não desistam da sua independência. Façam o que estiver ao seu alcance, seja através do trabalho ou do estudo, em busca de realização e amor-próprio.”

“Que Veneza,  Mykonos,Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrivel mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa.”

“Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue.”

“Poesia. É ela quem sempre nos salva do ridículo e dá à vida uma transcendência cada vez mais necessária.”

“A paixão é para todos, o amor é para poucos… Paixão é para ser sentida; o amor, além de sentido, precisa ser pensado. Por isso tem menos prestígio que a paixão, pois parece burocrático, um sentimento adulto demais, e quem quer deixar de ser adolescente?”

“No entanto, aos poucos fui descobrindo que mais importante do que ter coragem para aventuras de fim de semana, era ter coragem para aventuras mais definitivas, como a de mudar o rumo da minha vida se preciso fosse. (…) arriscar-se a decepções para conhecer o que existe do outro lado da vida convencional. (…) Toda escolha requer ousadia.”

“Do que se conclui: De onde muito se espera-boates,festas,bares-é que não surge nada. O amor prefere se aproximar dos distraídos.”

“Viajar é sair em busca dos nossos pedaços para integralizar o que costuma ficar incompleto no dia a dia.” 

“Puro blá blá blá, pois na hora em que a paixão se apresenta, nossos gostos se adaptam rapidinho, e a gente se pega dançando forró quando queria mesmo era estar num show do Pearl Jam.”

Ah, chega né? Vão comprar o livro! Hahah beijos.

Resenha da serie: Black Mirror

Sinopse: Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia. Ficção científica, suspense e drama.

Resenha:

Black mirror não é série de terror, mas chega a causar medo. Te deixa pertubadinha. Confesso que de início torci meu nariz pra série, achava que era mó chatona ou cheia de efeitos especiais (coisa que não sou tão fã), mas tá bom, engoli minha própria língua.

Comecei a série ontem e terminei ontem mesmo, ela só tem 13 episódios tá? É tipo uma Stranger things da vida (então, dá um desconto pro meu vicio).

Black mirror trata de nada mais nada menos que a estupidez humana diante da tecnologia, não raro de se ver hoje em dia, né? Porém, a série coloca personagens em situações bizarras (o primeiro episódio já começa assim) e nos faz refletir sobre o nosso vício, consegue ser cômico e triste ao mesmo tempo. E quando a gente se torna escravo (dependente) por que vai na modinha? Ou mesmo porque não consegue mais ter opinião própria? Acabamos sendo levados e nem percebemos.

Mas, um dos meus episódios favoritos (incrivelmente todos são bons e muito inteligentes, ok?), é o primeiro episódio da terceira temporada. Já pensou viver em um mundo onde você é avaliado de 1 á 5 estrelas? Onde avaliam suas fotos, seu comportamento, seu tom de voz? etc etc… Quanto menos estrelinhas você tiver, menos as pessoas querem ficar próximas de você. Nada de promoção no trabalho, nem desconto no apartamento que deseja, nada de ser convidada pra eventos (nem mesmo da amiga de infância, aliás ela é uma 4.8 e você? uma 3.2?) é sem dúvidas cômico, e o pior é que isso pode até ser um futuro próximo. Já notou o quanto se importam mais com likes ultimamente?

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Mas, a mensagem foi passada de forma bem clara. Não são os computadores, celulares, a internet ou qualquer coisa do tipo a nossa maior ameaça, somos nós mesmos. Nós que temos o poder de controlar, mas por motivos de imperfeição humana, somos os controlados.

Black mirror não é um clichê que vem pra falar mal da tecnologia e fazer aquele mimimi, mas sim nos alertar de forma nada positiva em seus enredos, como estamos se tornando cada vez mais preocupados com atenção. Precisamos estar conectados 24 horas por dia, postando sobre tudo e especulando a vida do outro (a mídia que o diga, né?).

Esquecemos do simples, de viver o real pra ficar no nosso mundo de fantasia virtual.

Ps. Os episódios podem ser vistos de forma aleatória. Personagens e histórias diferentes.

Pré – Venda: Morro dos Ventos Uivantes e das Noites Sangrentas

 

Hey pessoas queridas…. A gente veio dá uma passadinha hoje pra falar um pouco sobre o novo projeto da nossa querida escritora e amiga Katharynny Gabrielle, pois é gente vem lançamento por aí ” O morro dos Ventos Uivantes e das Noites Sangrentas, vem dá uma conferida na sipnose e se apaixonar.

Sinopse: “O ódio em seu coração grita, forasteiro, clamando por saciedade. Eu posso saciá-lo. — havia um quê de crueldade naquela voz inumana, rouca e ecoada. Um quê que chamava Heathcliff. Ele não podia deixar de se perguntar se chegara a tal ponto de solidão que estava inventando agora uma voz com quem poderia conversar.”

2 Contos de horror

 

Hehey, pessoas!

Como vocês estão? Espero que bem.

Eu estou meio doente, um mosquito miserável me picou e estou com meus ossinhos todos doloridos hehe, mas mesmo assim decidi compartilhar com vocês duas dicas de leitura.

Cara, contos são apaixonantes. Como uma narrativa tão curtinha consegue nos causar variados sentimentos?

Para amantes de fantasia, os contos de horror são pratos cheios. Passei até a estruturar e escrever melhor meu romance fantástico após ler contos com essa temática.

Bem, prepare-se para histórias horripilantes.

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Filme: O Retrato de Dorian Gray

 

Estava procurando um filme legal como sempre hehe pra assistir na Netflix (minha locadora vermelha do coração) e ao passar o olho rapidamente vi o titulo “O retrato de Dorian Grey,” automaticamente fui levada a uma das minhas aulas de literatura inglesa da faculdade onde o professor estava trabalhando o autor Oscar Wild e lembro que ele trabalhou uma obra de mesmo nome e até nos contou a história, então me empolguei pra assistir o filme porque eu sabia que se dependesse do livro seria muito bom.

Então, nada mais justo que compartilhar com vocês a minha opinião sobre o filme e lembrando que eu ‘ainda’ não li o livro, okay?! Continuar lendo “Filme: O Retrato de Dorian Gray”

Resenha do Filme: ‘As Vantagens de Ser Invisível’

BASEADO NO LIVRO ACLAMADO PELA CRÍTICA

Hey pessoas queridas!

 Aqui estou novamente depois de um tempo sem postar, mas finalmente consegui um tempinho e inspiração para trazer para vocês uma resenha do filme ‘As vantagens de ser invisível’, que tem como titulo original: The Perks of Being a Wallflower.

Como esse é um blog de pessoas apaixonadas, digo  que assistir filmes é também uma das minhas paixões, principalmente quando são  adaptações de livros. Porém desta vez tem algo diferente, na maioria de filmes que assisto de adaptação eu li o (s) livro (s), só que eu não li   “As vantagens…”, mas  a vontade e pressa de assistir o filme, e outros livros que priorizei pra ler ajudaram nessa decisão.

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Resenha: O preço do amanhã

 

  Minhas férias não estão com cara de férias, tenho estado muito ocupada, mas sempre que possivel eu entro na netflix pra assistir alguma coisa.
Assisti semana passada “o preço do amanhã” que originalmente se chama In time, não é uma estreia e tão pouco um filme novo.

Eu gosto de assistir lançamentos antigos, principalmente se me prender desde o inicio, foi isso que aconteceu neste filme que estreou em 2011.

O preço do amanhã é protagonizado por Justin Timberlake e Amanda Seyfiend, são dois atores que eu gosto de ver em cena e me surpreenderam neste longa com uma boa atuação e química. Continuar lendo “Resenha: O preço do amanhã”

Resenha: Dear Diary

Sabe quando você acorda às 3:58 da madrugada em resultado de ter dormido cedo demais e fica fitando as paredes quentes do seu quarto, a vasta escuridão e o silêncio inquietante? Bom, eu passo isso quase todas as noites, é engraçado, mas são as minhas horas favoritas do novo dia, ao invés de ir assaltar a geladeira, eu procuro assaltar as palavras alheias, que agora são minhas também. (sorry, Kath)

Ahh…Dear diary… Dear diary…

Como conseguiu encharcar meu leito com tantas lagrimas? Geralmente sou meio durona pra chorar com livros, até ontem eu havia chorado apenas com três histórias, mas… O conto Dear Diary me deixou imersa, eu me senti parte da trajétoria trágica, bonita, desbravadora e mais que tudo, apaixonante de Ellen e Michael. Continuar lendo “Resenha: Dear Diary”

Resenhas de filmes

 

DEUS NÃO ESTÁ MORTO (GOD’S NOT DEAD)

  Hey, eu sei que tenho estado ausente esses dias, mas tentarei voltar a ativa, eu e a Renata estamos muito felizes que novas pessoas tem acessado o blog e nossa página no Facebook, vocês nos inspiram ainda mais!

Bem, ontem eu finalmente assisti o filme “Deus não está morto” e por isso decidir fazer a resenha pra vocês. Sim. Eu sou cristã e acredito em um Deus vivo, essa é creio eu, a base da história. Será mesmo que existe um Deus e que ele nos criou, criou o universo e consequentemente nos protege, nos ouve? E quando sua fé é testada? O que aconteceria? É isso que acontece com Josh, um jovem que ao entrar na sua primeira aula de filosofia é instigado pelo professor ateu a escrever em uma folha a frase “Deus está morto” assim como todos os outros alunos do seu curso, mas como um jovem cristão ele se nega e é aí que o tema central abordado no filme começa a se moldar, provar que Deus existe. Desafiado pelo professor, Deus é posto em julgamento e os outros alunos terão que decidir se acreditam ou não na sua existência. Continuar lendo “Resenhas de filmes”

Resenha do filme: O silêncio de Melinda

 

lançamento: 2004 (1h 33min)
DireçãoJessica Sharzer
Elenco:Kristen Stewart, Michael Angarano, Robert John Burke…
GêneroDrama
NacionalidadeEUA
SINOPSE: Melinda Sordino (Kristen Stewart) entra no ensino médio confusa, deprimida e solitária. Por ter acionado a polícia durante uma festa, ela é rejeitada pelos colegas. O que eles não sabem é que ela foi estuprada na ocasião. O trauma complica seu relacionamento com os pais e ela encontra apoio no professor de artes (Steve Zahn), enquanto tenta seguir adiante.

 

Heyhey Pessoas!

Estou sem postar há alguns dias, mas estou aqui para dividir com vocês um pouco da história de Melinda, história essa que acabei de conhecer e me emocionei. É um verdadeiro soco no estômago.

Primeiramente que o que me levou a ver este filme foi o fato dele ser estrelado por Kristen Stewart e não sei se vocês sabem, mas eu sou muito fã do trabalho dela. Antes que venha destilando seu preconceito ou desgosto. Longe de crepúsculo, Okay?

O silêncio de Melinda é um filme de 2004 e conta a história de uma pré-adolescente que foi estuprada e por isso vive assombrada, com medo e isolada de todo o resto. É como se ela vagasse no tempo, totalmente perdida em si mesma e pedindo socorro nas entre-linhas que aparentemente ninguém nota, ou está afim de notar.

O filme inicia-se com o primeiro dia de aula da Melinda no 1º ano do colegial e mostra como a vida dela mudou após aquela triste noite em uma festa onde ela acionou a polícia, o filme tem flashbacks que vão surgindo a medida que a situação cotidiana dela (o presente) vai levando ela de volta aquela noite. A noite em que um garoto mais velho a chamou para dançar, eles se beijaram e ele parecia apenas um cara legal, mas não foi bem assim que a noite acabou.

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Leitura ~A noiva fantasma~

Heyyyyyy povos e povas!

  Como é bom estar de férias, eu acabo encontrando tempo pra fazer tudo o que quero (mesmo não fazendo por preguiça) bem, pelo menos estou me dedicando ao blog hihi

   Hoje eu decidi apresentar pra vocês minha nova e recente (super recente, uns 30min atrás) descoberta. O livro “A noiva fantasma” da editora DarkSide que acabei descobrindo aqui nas minhas pesquisas que é a 1º editora Brasileira dedicada à terror e fantasia. Devo confessar que eu pensei não existir editora no Brasil para jovens trazendo o terror e a fantasia como tématica. (estou feliz com essa descoberta)  😀

   Um dos livros que me chamou atenção pelo titulo e pela capa foi esse “A noiva fantasma” e decidi pesquisar mais sobre para decidi se vou ler ou não. Bom, irei dividir com vocês um pouco dessa pesquisa e então, vocês também decidem…Se alguém já tiver lido, comentem sua opinião, por favor! haha ❤

“Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma…” Continuar lendo “Leitura ~A noiva fantasma~”