Resenha do filme: O lado bom da vida

Data de lançamento: 1 de fevereiro de 2013 (2h 02min)
Direção:David O. Russell
Elenco:Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niromais
GêneroComédia dramática
Nacionalidade:EUA
Sinopse:  Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.
Resenha:

Baseado no livro do Matthew Quick e tendo indicações ao Oscar, teve estréia lá em 2013 e eu só assisti ontem. Estava lá, na lista faz décadas e eu procastinando, mas em todo caso assisti e me perguntei “Por que raios demorei tanto?” 

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O filme é um drama que conta a história de Pat (Bradley Cooper), um ex professor substituto de história que foi internado em um hospital psiquiátrico após um surto doentio de bipolaridade ao encarar sua esposa o traindo.

O filme começa então com a mãe do Pat “Dolores” ficando aos cuidados dele ao passo que ele está sendo liberado da clínica. Pat, por sua vez, está destinado a recuperar sua esposa Nikke e mostra-lá que está bem e que mudou.

Lá vai ele ler os livros que Nikke passa para seus alunos, pois não entende como sua ex mulher, que também é professora, passe livros com finais tão infelizes, ele está totalmente certo de que existem finais felizes e seu novo lema é “excelsior.”

Pat acaba conhecendo sua vizinha Tiffany (Jennifer Lawrence) uma mulher rude, recentemente viúva e ex ninfomaníaca em recuperação. Ambos acabam fazendo um trato, Tiffany o ajudaria a recuperar sua esposa e ele participaria de um concurso de dança com ela.

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No meio disso tudo, a gente percebe que o lado bom da vida é um filme cheio de nuances corriqueiras. Os acontecimentos são rápidos, as reações contidas e ainda assim, nós encaramos um núcleo familiar disfuncional. O Robert DeNiro atuando como o pai supersticioso e obssevivo, maravilhosamente. Até mesmo, conhecemos outro nucleo familiar caótico; o amigo do Pat que está deixando o casamento ir de mal a pior. E, percebemos, ainda assim como a vida pode ter um lado bom, isso se dá em especial ao momento em que Pat se reconhece na loucura da Tiffany ou quando seu pai se abre pra ele, dizendo o quanto se arrepende por não ter passado tempo suficiente com ele na infância. E notamos que a vida sinceramente não precisa ser perfeita até porque ela não é e nunca vai ser, mas sempre haverá um lado bom. Um lado, não todos.

O que falar da trilha sonora? Led zeppelin, Stevie Wonder, White Stripes embalam várias cenas e trazem uma ótima sensação, citações como Metallica e Megadeth também rondam o filme.

Ah, li por aí que o Matthew Quick (ex-professor) decidiu escrever “O lado bom da vida” após a mãe de um aluno ligar para ele preocupada com o conteúdo trágico e infeliz dos livros clássicos de literatura norte-americana. O que nos leva a uma cena muito interessante no filme, Pat decide ler o romance que sua ex mulher considera “o maior romance já escrito” , adeus as armas de Ernst Hemingway o que causa até uma cena engraçada ao ver a reação do Pat que acredita piamente em finais felizes e se depara com um trágico fim no romance.

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Mas, nem tudo é tão dramático e melancólico assim, o Clímax fica lá pelo fim com o concurso de dança e a reação com a nota que eles tiraram (cômico? Sim, muito) e claro, “a sua loucura parece um pouco com a minha” já dizia Clarice Falcão ou como diria minha mãe “um louco reconhece outro”, e lá está o climax em puro êxtase para nos sentirmos agraciados com tanta sensibilidade. Enfim, é um filme que vale apena assistir.

2 comentários em “Resenha do filme: O lado bom da vida

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