Resenha do filme: O mínimo para viver

Data de lançamento14 de julho de 2017 na Netflix (1h 47min)
Direção: Marti Noxon
Elenco: Lily Collins,Keanu Reeves, Carrie Preston e mais.
GêneroDrama
Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.
Resenha: 

Filme original da netflix, um drama totalmente impactante. Somos levados a conhecer a história da jovem Ellen interpretada pela Lily Collins que se entrega ao papel de forma satisfatória.

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Ellen sofre de um distúrbio alimentar, precisa vencer a anorexia e junto com ela conhecemos a história de outros jovens que sofrem basicamente do mesmo problema. Além disso, Ellen ainda vive com uma estrutura familiar caótica e podemos acompanhar os conflitos existentes na família e os gerados pela preocupação com a Ellen ao longo do filme, mostrando também como a doença da Ellen afeta as pessoas ao seu redor e como lidam com isso.

O filme não se atém a discutir os padrões impostos pela mídia, sociedade, revistas etc etc e sim, jogar de cara uma protagonista que sofre com a doença mas acredita estar bem, acredita que tem tudo sob controle. A ilusão…

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Assim como várias outras produções assinadas pela Netflix, como por exemplo: Okja e 13 reasons why, o mínimo para viver é mais um filme didático e cru, fazendo jus ao realismo do tema abordado e com certeza abrindo espaço para a discussão de um assunto polêmico, sendo até um ótimo relato para se trabalhar nas escolas.

Ellen passa a frequentar um tratamento numa espécie de “casa de repouso” e apartir daí que conhecemos os outros jovens e suas tramas detalhadas, como a menina que vomita após a refeição em um saquinho e esconde embaixo da cama, gente que ao invés de andar prefere correr para perder calorias e contrabando de laxantes. É frustrante ver a Ellen comendo (mal comendo, na verdade), ela coloca a comida na boca e no instante seguinte cospe no guardanapo. Outra questão muito interessante nesse filme é a “romantização do problema na internet”, Ellen tinha um tumblr no qual postava seus desenhos mostrando seus desejos e medos, uma menina anoréxica cometeu suicídio e escreveu uma carta citando a Ellen dizendo que seu trabalho a inspirou. Estamos cansados de ver pessoas romantizando questões que deveriam ser repudiadas. Romantizam suicídio, relacionamentos abusivos, anorexia e tantas coisas mais… Ser uma sad girl é um ícone tumblr, não é mesmo? Infelizmente o filme não se atém a discutir isso, porém levantar a pauta foi um passo muito certeiro.

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O final do filme deixou muitas pessoas frustradas, mas para mim, foi o melhor final que poderíamos ter tido. Uma história que se deixou em branco, afinal foi justo, não sabemos se Ellen conseguirá ou não se libertar da doença e sabemos muito bem que na realidade, nem sempre temos bons finais, a mensagem de conscientização que foi passada é o foco principal e isso, não deixou a desejar.

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