Resenha do livro: Ana e o beijo francês

Sinopse: “Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina… Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.”

Autora: Stephanie Perkins

Ok. Tudo que eu sabia sobre Paris se resumia a isso, ao mesmo olhar que Anna Oliphant protagonista desse livro, ressaltou na primeira página ao se deparar com seu pai -um famoso escritor norte-americano- deixando-a em Paris para seu último ano do colegial na SOAP (school of America in Paris), mas Ana não está nada entusiasmada. Na verdade, ela gosta dos seus amigos de Atlanta, do seu emprego e do seu ‘quase’ namorado. Mas, como eu disse, é deixada em um colégio interno na cidade luz.
Acabei lendo esse livro por pedaços, não que seja ruim ou qualquer coisa do tipo, a narrativa é sutil e cotidiana, de forma que você ler num piscar de olhos, mas… É Paris!
Precisei ler aos poucos porque todos os dias eu visitava um novo ponto turístico em Paris. Sério, e isso alegrava meu dia.
Ana é uma personagem icônica, você acaba se apaixonando por ela ser tão “gente como a gente”, ok. É aquela adolescente clichê, mas um clichê divertido.
Falando em clichês, é óbvio que tem romance no livro e Ana acaba se interessando pelo charmoso Étienne St Clair e quem resiste? o moço tem uma pegada meio Beatles, sabe? E ainda tem sotaque inglês, oh…
Uma mistura de inglês, francês e americano, nunca pensei ser possível mas é, e é incrivelmente apaixonante.
Mas nada é flores e St Clair já tem namorada e isso me abalou também Ana, mas só você lendo pra saber se ela finalmente experimentou o beijo francês ou se algumas coisas não estão destinadas a acontecer.
De uma coisa eu sei, a Stephanie consegue te fazer visualizar cada pedacinho de Paris e enxergar aqueles olhos misteriosos e brincalhões do St Clair bem do seu lado.
A amizade é descrita tão sublime que em momento algum você se sente eufórica ou apreensiva demais para que as coisas aconteçam. As piadinhas e comentários bobos criam um humor excelente na história.
Mas, duas coisas me incomodaram um pouco a) a fascinação quase exagerada da Ana pelo Étienne e b) que a história é totalmente clichê em suma mesmo, sem chances de pensamentos mais profundos e o meu famoso quero-quebrar-padrões, não rola.
Então, obviamente eu só indico o livro para aqueles que precisam ler algo leve e sem intenção alguma de fazer análises estupendamente críticas.
Vale dizer que os fãs do João Verde e do Nicholas Sparks também são um ótimo público, não que algum protagonista morra, mas o nível de clichê é bem por aí.
Então, vale um cafézinho com croissant por aí?

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