Resenha da serie: Black Mirror

Criado por Charlie Brooker (2011)
Com Madeline BrewerBryce Dallas HowardMackenzie Davis mais
País Reino Unido
Gênero DramaFicção científicaSuspense
Status Em produção
Duração 60 minutos

Sinopse: Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia.

Black mirror não é série de terror, mas chega a causar medo. Te deixa pertubadinha. Confesso que de início torci meu nariz pra série, achava que era mó chatona ou cheia de efeitos especiais (coisa que não sou tão fã), mas tá bom, engoli minha própria língua.

Comecei a série ontem e terminei ontem mesmo, ela só tem 13 episódios tá? É tipo uma Stranger things da vida (então, dá um desconto pro meu vicio).

Black mirror trata de nada mais nada menos que a estupidez humana diante da tecnologia, não raro de se ver hoje em dia, né? Porém, a série coloca personagens em situações bizarras (o primeiro episódio já começa assim) e nos faz refletir sobre o nosso vício, consegue ser cômico e triste ao mesmo tempo. E quando a gente se torna escravo (dependente) por que vai na modinha? Ou mesmo porque não consegue mais ter opinião própria? Acabamos sendo levados e nem percebemos.

Mas, um dos meus episódios favoritos (todos são bons, ok?) , é o primeiro episódio da terceira temporada. Já pensou viver em um mundo onde você é avaliado de 1 á 5 estrelas? Onde avaliam suas fotos, seu comportamento, seu tom de voz? etc etc… Quanto menos estrelinhas você tiver, menos as pessoas querem ficar próximas de você. Nada de promoção no trabalho, nem desconto no apartamento que deseja, nada de ser convidada pra eventos (nem mesmo da amiga de infância, aliás ela é uma 4.8 e você? Uma 3.2?) é sem dúvidas cômico, e o pior é que isso pode até ser um futuro próximo.

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Mas, a mensagem foi passada de forma bem clara. Não são os computadores, celulares, a internet ou qualquer coisa do tipo a nossa maior ameaça, somos nós mesmos. Nós que temos o poder de controlar, mas por motivos de imperfeição humana, somos os controlados.

Black mirror não é um clichê que vem pra falar mal da tecnologia e mimimi, mas sim nos alertar de forma nada positiva em seus enredos, como estamos se tornando cada vez mais preocupados com atenção. Precisamos estar conectados 24 horas por dia, postando sobre tudo e especulando a vida do outro (a mídia que o diga, né?).

Esquecemos do simples, de viver o real pra ficar no nosso mundo de fantasia virtual.

2 comentários em “Resenha da serie: Black Mirror

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