Quase sem querer…

Eu sempre gostei de ouvir os clássicos nacionais, ficar cantarolando durante à noite enquanto penso sobre a vida ou quando quero escrever. Eles de certa forma me ensinam, me acalmam e falam comigo…

Ontem por exemplo, enquanto pensava sobre o futuro, sabe? Trabalho, família, escolhas, medos e amores. Coloquei  pra tocar “Dois-1986“, eu diria que um dos melhores discos brasileiros. É, grande legião urbana. Grande Renato Russo.

Foi então que uma das canções me chamou atenção mais que o normal , eu já tinha escutado antes, mas agora ela fez mais sentido, entende? E é loucura, eu não estou apaixonada e nem nada do tipo, eu só “Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso, só que agora é diferente. Estou tão tranquilo e tão contente”. 

Contente? (meu subconsciente quase berra!) É, embora cheia de danos eu estou contente, mas contente por saber que eu posso mudar minha vida. Que eu tenho chances, que eu tô viva pra isso.

E eu sei que às vezes (quase sempre) eu me preocupo mais com que os outros vão pensar, se eu faço ou não faço? Ah, gente… “Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém”?  Nossa, quanto tempo eu demorei pra entender isso? Você entende isso?

E quantas vezes eu me desprezei e pensei em desistir? (nossa, i-m-p-o-s-s-í-v-e-l contar) Eu sempre quis entender, entender tudo. Por que eu era assim? Por que comigo? Por que eu fazia isso ou aquilo? …????  E eu sempre menti. Menti pra mim mesma, fiquei tentando dizer que eu sempre estava bem ou que não era nada daquilo alí. Mas era e é uma roubada dizer que não! “Me fiz em mil pedaços pra você juntar e queria sempre achar explicação pro que eu sentia, como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”.

É, eu mesma me juntei. Mas, eu entendo que amadurecer é bom. É importante. “Mas não sou mais tão criança oh, oh a ponto de saber tudo.”  e ter consciência de que não sei de tudo é ainda melhor.

E eu “Já não me preocupo se eu não sei por que, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.” Eu vejo e sinto as pessoas, as atitudes e palavras diferentes de você, dele ou dela e agora eu posso ver isso e me entender, deixo a preocupação pra lá.

E “Tão correto e tão bonito o infinito é realmente um dos deuses mais lindos…”Ah, a liberdade.
“Sei que às vezes uso palavras repetidas. Mas quais são as palavras que nunca são ditas?” e às vezes eu percebo que estou em declínio, estou chorando como se não houvesse amanhã, mas “me disseram que você estava chorando e foi então que eu percebi como lhe quero tanto.” Eu me quero. Eu me amo, amor-próprio sabe?

Ah, a poesia de Renato. Viva até hoje e servindo pra sentimentos tão distintos.

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