Essa montanha russa de sentimentos

 

Você mexe comigo de alguma forma, alguma forma indecifrável. Mas, eu não quero machucar-me e muito menos machuca-lo, por isso recuo. Piso no freio, desvio a curva do teu sorriso, silencio o barulho que tua voz faz. É que aqui dentro ta uma confusão, você nem imagina. E assim eu vou te perdendo mesmo sem saber se eu quero mesmo te perder. Aí de mim, medo de me arrepender. Eu quero correr atrás de você no mesmo passo. Eu quero beija-lo, gritar teu nome com esse pulmão ranzinza, quero bagunçar teu cabelo cacheado, quero te ouvir falar da tua estranha religião. Eu quero, mas eu tenho medo. E dentro do medo de machucar-me ainda mais, há o medo de arrepender-me por não ter ariscado. E eu sei que você se tornou parte do meu dia. Eu sei por que quando acordo, não há um dia em que eu não lembre de você. E me dói pensar que está magoado comigo, mas também me dói pensar que talvez seja você que esteja me magoando. Aos pouquinhos, de nó em nó. Eu penso em me atirar, penso no estranho e no agridoce com mais frequência que deveria. Em como tu planta sensações nervosas em meu coração e isso me assusta. Quero a coragem de aceitar a rebeldia dessa montanha-russa de sentimentos em mim, porque eu tenho a impressão de que gosto do estrago, do barulho, e o teu está ensurdecedor.

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