Resenha do filme: Em ritmo de fuga

 

Ou Baby driver? Título original do filme.

Comecei e parei esse post umas 4 vezes, por que? Bom, esse filme é aquele tipo de filme que começa bem, derrapa no meio e dá uma melhoradinha no fim.

Mas, vou dar um desconto, vamos conhecer um pouco dessa história.

A história de Baby (Ansel Elgort) é meio devastadora, sim isso mesmo B-A-B-Y.

O garoto perdeu os pais em um acidente de carro, aparentemente o pai era um babaca e sua mãe vivia sofrendo na mão do babaca, mas enfim… A mãe era cantora nas horas vagas, o que fez com que Baby ganhasse um certo apresso por música e ele também tem na música a ajuda necessária para pôr fim ao zumbido na sua orelha, zumbido esse que ganhou após o acidente.

Aliás, Baby acaba se tornando um motorista do crime (piloto de fuga) e isso sempre acompanhado de boa música, acho que a música salva o filme mais que qualquer coisa.

699984-970x600-1.jpeg

Na verdade, a música salva todos nós de qualquer coisa, né? Spotify, last. fm e deezer, tão tudo aí pra isso. Foi uma ótima estratégia o uso das batidas intercalando com as ações.

O filme começa benzaço, com toda aquela adrenalina das corridas de carro contra a polícia  (só lembrei de quando eu jogava GTA e não sabia dos códigos, velhos tempos), depois o filme vai ficando meio digamos, entendiante.

O ritmo diminiu o que é um disparate contra o tema, né? A gente quer mais é que a coisa seja veloz pra fazer jus.

Mas, o trabalho de montagem foi bem feito. Aliás, as cenas de corrida ficaram bem mais reais, sem muito exagero e efeitos que dão na cara.

E, o que falar do romance do Baby com a Debbora? Isso sim foi rápido hahaha, mas tá bom, foi fofo (embora eu quisesse menos romance e mais ação).

xEm-ritmo-de-fuga.jpg.pagespeed.ic.qhOiFfxwcd.jpg

Lá no fimzinho tem uma treta doentia entre Baby e um dos bandidos (o bandido que é doentio), mas a treta foi legal e o baby ter colocado a última operação por água abaixo, também foi legal. O que quase salvou o fim e Baby teve o fim merecido, com direito a que tenhamos peninha dele, aliás o Ansel (crush supremo dos chorosos de A culpa é das estrelas) até que atuou bem, fez o papel direitinho, o problema ali foi mais no enredo e um pouco na direção.

Uma pena, mas se você não tiver problema com filmes que derrapam no meio e tipo, demoram um pouco a se alinhar, vai na fé. Também não é esse monstro todo que eu crio, é que eu sou meio desesperada por ação. Sorry.

 

 

A adultização de crianças

Praticamente todo mundo já viu a carinha da Millie Bobby Brown por aí, a atriz mirim ficou conhecida mundialmente após interpretar a personagem 11 (eleven) na série Stranger Things e sim, vamos falar sobre a adultização dessa garota de 13 anos, isso mesmo, uma criança.

O que seria adultizar uma criança? É fazer com que o fim da infância seja antecipado, isso mesmo, pular etapas. O pior, quando paramos pra observar é que a menina é só uma vitima da mídia e sua imposição com essa cultura da sexualização das mulheres. Mas, veja bem, a Millie não é nem uma mulher ainda.

Todo mundo sabe que essa industria do cinema cultua a sensualidade da mulher, quanto mais cedo sensualizar mais “espaço” ela terá no mundo da mídia.

O que é triste é que a garota simplesmente não percebe e ela está moldando seu caráter e comportamento nesse meio. O que fica bem em evidencia no compilado de entrevistas do universo de Stranger Things, a Millie está com a aparência de pré-adolescente, porém com uma conversa mais adulta como se fosse uma atriz com uma longa carreira de sucesso enquanto o menino, bem o menino brinca com um dado, se demonstra entediado.

A Millie simplesmente está sendo adultizada. Não é próprio dela e sim do universo que ela vive.

A mudança é totalmente notória, fazer uma comparação com a Millie de um ano atrás quando a série foi lançada e a Millie de agora, faz com que passemos a entender mais sobre isso.

A menina agora usa maquiagem pesada, salto alto, cabelos alisados e vestido de couro, isso é a industria do entretenimento.

milie

Esse tipo de cultura-nojenta só aumenta a vulnerabilidade da criança e em especial, das meninas. Vocês podem notar que os meninos, ainda que usando terninho continuam parecendo crianças. Mas, por que será que as meninas que trabalham na mídia ficam parecendo mulheres adultas?

E a gente volta aquela tecla que o feminismo tanto fala mais muita gente vem dizer que é mimimi “Meninas não amadurecem mais rápido, meninas são erotizadas mais cedo”

Pra vocês entenderem melhor, a Millie foi parar numa listinha de uma capa de revista que reunia as pessoas que deixavam a TV mais “Sexy”.

millie5.jpg

Sem contar os inúmeros ensaios fotográficos onde a Millie já não parece ter os seus 13 aninhos. Ah, importante deixar claro que o problema não é a atriz mirim e sim, toda essa industria que faz isso com as crianças.

 

Millie é fruto de um fenômeno social, tendo sua infância encurtada pra satisfazer a industria da moda/beleza/consumo desnecessário condicionada a apenas isso, satisfazer a industria do entretenimento. Lamentável.

millie4
Essa é a Millie de 1 ano atrás!!!

 

Então, o que vocês acham sobre isso?

Resenha do filme: Homem-Aranha de volta ao lar

Sinopse: Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Data de lançamento: 6 de julho de 2017 (Brasil)
Direção: Jon Watts
Resenha do filme: 

Se esse não é o melhor filme do homem-aranha, eu não sei qual é.

Assisti ao filme ontem à noite despretensiosamente e me chamou atenção o fato de que o filme é realmente sobre o Peter Parker, todinho dele. Enganou-se quem, ao assistir o trailer pensou que o Tony Stark roubaria as cenas, o Homem de ferro aparece só como uma espécie de mentor do Peter e às vezes dando uma de tio Ben, mas isso durava pouco menos de 5 minutos.

k6bh2geblngupfdngaz7

Acredito que o fator principal desse novo filme do aranha, é a inocência. O Tom Holland (homem-aranha), atuou de forma magistral e o fato de ser um adolescente trouxe para o filme uma atmosfera de erros e acertos em uma mesma frequência, que faz com que você seja cativado pelo personagem e tome a sua história pra si.

O tom desse filme é : o humor.

Sério, perdi as contas de quantas vezes dei gargalhadas durante a exibição do filme.

O vilão aqui, aparece como um cara que tem família e tudo mais, e que não é apenas um humano-monstro-louco que quer destruir o mundo, pelo menos pareceu mais real.

Destaque também para o amigo ned (Jacob Batalon) do Peter, ele é aquele amigo eufórico, também quem não seria se descobrisse ser o amigo do homem-aranha? Ned então enche o Peter de perguntas à todo momento, que por vezes faz com que você caia na risada ou entenda mais sobre a origem do homem-aranha e tudo mais.

6f5e4b1f98773db3f35e1b2b95a19b44

Ah, salve para a mocinha que aparece no filme e não precisa necessariamente do Peter salvando-a “a mocinha indefesa”, na verdade, tãm tãm tãm (spoiler) o pai da mocinha é o próprio vilão. Ah, e tem a Michelle, né?  Vez ou outra aparecia no filme e soltava uma piadinha, deixaram lá no finalzinho um gancho interessante. Seria a Michelle a nova Mary Jane? Só o futuro dirá.

Em todo o caso, Homem-Aranha de volta ao lar é  aquele filme tranquilo com toda essa história de filme sobre o Peter mesmo, um filme dele. Não é só sobre o herói, mas sobre a pessoa por trás da máscara.

E lá está ele, de volta ao lar totalmente relaxado e fazendo você relaxar junto.

Resenha do filme: A torre negra

Sinopse: O pistoleiro Roland Deschain percorre o mundo em busca da famosa Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Essa busca envolve uma intensa perseguição ao poderoso Homem de Preto, passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário. Baseado na obra literária homônima de Stephen King.

Data de lançamento:24 de agosto de 2017 (1hr e 35 min)

Gênero: Ficção, fantasia, aventura.

Direção: Nikolaj Arcel
Elenco: Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor (IV) e mais.

Nacionalidade: EUA

Resenha crítica: 

Stephen King é o mestre do horror, e um dos autores mais adaptados do cinema. A sua franquia literária de maior sucesso demorou 30 anos pra chegar as telonas, mas será que valeu apena?

A torre negra é um filme cheio de clichês da ficção juvenil, você assiste ao filme e sente como se estivesse tendo um dejavu.

Ele conta a história de um garoto que vive em NY e começa a ter sonhos estranhos (visões), a apresentação do mundo paralelo ao nosso se baseia de início a essas visões, ele vê um pistoleiro (Idris Elba) e o homem de preto (Matthew McConaughey) em um outro mundo, o mundo médio. E vê a torre negra cair e os mundos (inclusive o seu) que estão sobre a proteção da torre, vão a baixo.

the-dark-tower_0-760x428

É irremediável a sensação de “ei, parece com aquele filme lá”, apesar de que a obra de King é aclamada por anos, e que, segundo os fãs, traz um universo complexo e que, só lendo você consegue captar toda a magia que apenas Stephen King consegue fazer, sem tornar a história categórica.

O filme não é de todo o mal para quem não leu a saga (eu, por exemplo), temos clássicas cenas de combate e junto à isso os tirroteios, balas voando pra todo lado, cacos de vidro e tudo o que há em filmes de ação.

Os atores não são dos mais cativantes, a não ser o Elba que consegue transmitir o tom sutil do seu coração corrompido pela dor, pela mágoa e o desejo de vingança. O mundo médio pouco foi explorado, o que eu achei estranho, no mínimo. Uma obra que transcende o tempo e o espaço, e adptada de forma muito pluralista. É, tenho que bater na tecla de novo, nada muito novo vem pra nós. Uma pena.

Darei pontos positivos para a fotografia do filme e para o fato de terem colocado algumas passagens que sei que tem na obra, o credo do pistoleiro por exemplo. Ficou muito tocante, sensível.

Em todo caso, é um filme que não cativa por inteiro, mas não é o pior filme já produzido, muito pelo contrário, existe alí um esforço. Vale apena, sim.

 

Ouça Isadora Pompeo

Mais uma vez a menina dos olhos de Deus, ataca! hahaha #God’snotdead

Genteeee, é que eu tenho ido mais aos cultos e falado mais com Deus ultimamente. Então esse post é pra galera Cristã. Uma indicação musical pra playlist gospel nunca é demais, né?

Isadora Pompeo foi um achado desse meio do ano pra cá. Que voz linda! Que canções lindas! Tudo lindo hahaha

Vamos ouvir?

01- O nome de Jesus

“Os meus planos hoje eu entrego a ti, toma o teu lugar”

02- Toca em mim de novo

“Eu não me vejo sem tua presença, toca em mim de novo”

03- Oi, Jesus

“Tô te esperando no meu quarto pra te contar os meus segredos”

04- Minha morada (saiu recentemente)

“Toma meu coração, eu não preciso dele se não for pra te sentir tira ele de mim”

05- Lindo és (cover)

“Lindo lindo lindo és, glória glória eu te dou”

E aí, gostaram?

Inspiração: Estilo Taís Araújo

Ela é carioca e nasceu em uma data muito importante em nossa cultura, 25 de dezembro! É formada em jornalismo, mas segue a carreira de atriz e apresentadora.

263674_36

Está na lista das 100 personalidades afrodescendentes mais influentes do mundo antes dos 40 anos. É casada com o também ator Lazaro Ramos e segundo a Veja são considerados o casal mais poderoso do showbizz nacional.

Em julho deste ano a Taís foi nomeada defensora dos direitos das mulheres negras pela ONU mulheres Brasil. Muito poder, né?

Hoje a gente confere o estilo desse mulherão da porr* e claro, se inspira bastante (Ô mulher estilosa, visse!).

c66f99e57f93cf1800a57231fecadd6e

170816-estilo-tais-araujo-07tais-araujo-estilo-look-monocromatico-saia-fitas-rose-lafort-blusa-rose-mixed-scarpain-arezzo

tais_araujo_47a9934_2

tais-araujo_0917_1400x3345

agnews_foto_lazaro_ramos_lanca_livro_na_minha_pele_sp_20170707_1112_g-1

Taísespetacular, né? hahaha

Stranger Things 2

Que Stranger Things foi um presente em 2016 aos assinantes da plataforma de streaming Netflix, isso é sem dúvidas incontestável.

Tem Fliperama, viu?

Um ano depois, a segunda temporada dá as caras, e claro, o saudosismo aos anos 80 nos acentuou de volta a pequena cidade de Hawkins junto aos personagens tão marcantes. Em especial, as crianças.

A cultura pop dos anos 80 que fez da série uma carta de amor à nostalgia, está lá. Presente. E você pode voltar a brincar de ser criança novamente.

Crianças aventureiras e bicicletas? Vibes ET do Steven Spielberg ! sz 

Stranger Things 2 mostra de cara que amadureceu, volta e meia nos leva a entender o que aconteceu com a Eleven-gancho deixado na primeira temporada- e como o Will junto aos outros personagens estão se habituando após os acontecimentos “sobrenaturais” do ano anterior.

Se, na primeira temporada o show de atuação foi entregue pela Millie Bobby Brown (Eleven), agora nós temos que dá um destaque ENORME ao Noah Schnapp (Will).

this-screenshot-is-from-the-stranger-things-season-2-comic-c_cnyc

Will que, na primeira temporada ficou perdido lá no mundo invertido, agora sofre os danos causados pelo lugar, uma coisa meio “cemitério maldito”, sabe? Os mortos voltam, porém não mais como antes.

Passei a série toda com muita dó do Will e isso, graças a sua ótima interpretação. A Joyce (Winona Ryder) ainda como a mãe super-protetora, passa a ganhar mais destaque e parte mais pra ação, o que falar dela, né? Sempre esperta. Sempre.

stranger-things

Winona Ryder é um ícone de atriz.

Stranger Things continua com o mesmo formato, temos a formação de vários grupinhos que fazem algo ali e aqui e no fim, estão todos lutando (e ajudando) pra pôr fim a mesma coisa. Só que, dessa vez, ousaram mais um pouquinho nessa parte 2. Personagens novos chegaram e os antigos ganharam tanta autonomia que, se misturaram. Dustin e Steve por exemplo, não se imaginava essa dupla e lá está ela. Divertidíssima.

Falando em autonomia, a Eleven ganhou tanta mais tanta que ela mesma foi atrás da sua história. Como sempre, a Millie sendo uma atriz incrível. E aquele momento girl power maravilhoso.

Aliás, grande destaque pra essa história que coloca as garotas não como “mocinhas indefesas”, mas com muita audácia e autonomia. Eleven, Max, Nancy…

https-%2F%2Fblueprint-api-production.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Fcard%2Fimage%2F627646%2F47c75299-abf2-464f-ae49-70f2fbed2426.jpg

Outro fato em evidência é a puberdade chegando, por isso já estão com a boca um pouquinho suja e as emoções em conflito. Mike e Eleven que o diga, ele sente falta da Eleven e vice-versa. E Dustin e Lucas disputando a atenção da novata Max.

Spoiler: Gostaria de ressalvar o fato “Nacy e Jonathan” são um casal forçado. Okay, Steve é meio babaca, mas ele é ser humano. Forçaram a barra pra esse romance nessa temporada. Achei desnecessário.

Stranger Things 2 vem cheia de suspense, um pouquinho de terror e ainda assim, doses de gargalhadas. A trilha sonora que é uma marca registrada da série continua impecável e, as referências a outros filmes de destaque dos anos 80 fazem da série um prato cheio, sem qualquer ausência.

Os episódios são completos, sem muita enrolação para esclarecer fatos ou introdução de momentos sem interesse, e esse eu diria que é um dos pontos principais pra sua ótima aceitação. Você assiste num piscar de olhos, e entende o que deve ser entendido por hora.

E essas crianças fantasiadas de Caça-fantasmas? referências mon amour!

Eu poderia ficar falando por horas sobre o quanto a série é maravilhosa em termos de roteiro, fotografia, personagens/atuações e tudo mais, porém as coisas do agora me chamam.

À todos aqueles que, assim como eu, tiveram medo de que estragassem a primeira temporada, vai na fé. A segunda é tão boa quanto. Hahahaha

 

 

Citação musical: Aurora

Aurora é uma cantora norueguesa de música indie pop. Tem apenas 21 anos, e encanta com suas melodias sofisticadas e uma voz incrível. Ganhou mais reconhecimento após Katy Perry twittar sobre a mesma, mencionando que gostou da canção “Runaway”, mas Aurora já estava compondo e tocando piano com 10 aninhos, tá? Tem como referência Bob Dylan. Bom, as citações musicais hoje ficam por conta da mesma. (genteeee, ela curtiu um comentário meu no insta dia desses e eu tive um mini ataque cardíaco haha, coisas de fã)

Ah, ela esteve recentemente no Brasil com sua tour e já sabem da novidade?

Aurora vai cantar o tema de abertura da próxima novela das 19hrs na Globo, “Deus salve o rei” uma novela medieval vibes game of thrones (sim, estou ansiosa já que faz 5 anos que não vejo novela haha) ahhh, e ela irá aparecer na abertura (isso mesmo, pasme! não será só a voz). Aurora e terras medievais? Tudo a ver né?

auroraaksnes1103a

“Oh, ele fez tudo isso para me poupar
das coisas terríveis na vida que vêm”

Lizzy+Pattinson+2016+Panorama+NYC+Day+2+icEjZ5AXYUul

“Mas eu continuei correndo
Para um lugar macio para cair”

“Me leve para casa onde eu pertenço”

photo

“Será que eu atravesso essa parede um dia?
Ninguém sabe, ninguém sabe
E eu estava dançando na chuva
Me senti viva não posso reclamar”

“Deixe o amor conquistar sua mente
Guerreiro, guerreiro”

“Eu não me lembro a última vez que abri meus olhos para ver o mundo como bonito”

tumblr_static_6pyuv7urk34s0g40kw0ow0wgc_640_v2

“Debaixo de céus escurecidos
Há uma lâmpada mantida acesa”

aurora-aksnes-sandison

“Corações vão sonhar novamente
Pulmões vão respirar
Lave embora pecados”

“Eu sou uma criança com uma alma animal
Eu não pertenço aqui
Eu não pertenço a lugar algum”

Aurora_Latitude-2016_SLB_-61

“Em um mundo de ódio, somos obrigados a engolir”

 

“Eu me sinto muito entorpecido para se quer me importar”

“Ninguém sabe que eu sou sortudo por estar viva”

s-l300

Resenha do filme: O filme da minha vida

Sinopse: O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor e vê-se em meio aos conflitos e inexperiencias juvenis.

Data de lançamento 3 de agosto de 2017 (1h 53min)
Direção: Selton Mello
Elenco: Johnny Massaro, Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer mais
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil

 

 

Resenha:

Acabei de assistir e estou naquele estupor, puro êxtase. Fazia era tempo que eu não conseguia essa sensação ao assistir algum filme.

349690

Selton Mello saiu da tv faz alguns anos, dedicando-se ao cinema e em O filme da minha vida, ele além de atuar é diretor também.

A sutileza lírica que o filme carrega é o que nos transporta. Além do mais, o ator/diretor brinca com os paralelos de brutalidade e fantasia e consegue trazer um ar de melancolia que se transfigura em tons escuros na fotografia, os aspectos vintage das roupas de época, a partida do pai para França e o quanto isso aflinge o protagonista e aquele tom sulista dos anos 60…

O charme sonhador que Tony Terranova (Johnny Massaro), professor em uma escolinha emite em contra posto com seu amigo Paco (Selton Mello) que é totalmente rude e pé no chão, faz com que vejamos ambiguidades e  passemos a entender esses lados tão opostos.

filmedaminhavida_4

A sonoridade é maravilhosa. As músicas são colocadas em um plano de fundo que por vezes dá vida as cenas sem diálogo, são canções que vão desde a jovem guarda até os clássicos da música francesa, o que dá um certo charme e ajuda a entender melhor a melancolia que ronda Tony e a ausência causada por seu pai.

O filme ainda conta com outros nomes de peso, como Bruna Linzmeyer que tem aquele par de olhos azuis e uma beleza exótica dando graciosidade à personagem, ainda que atuando de maneira mais contida. Sua irmã ganha vida pela atriz Bia Arantes, que apesar de quase não ter espaço no filme surpreende lá pelo fim.

Mas, o show mesmo fica por conta do Massaro, ele parece declamar poemas ao falar e sua paixão por cinema é um encanto à parte. Passa-se até uma leve impressão que ele é um ator francês. Selton Mello aparece de forma meio caricata, seu personagem tem um tom de voz imponente e tenta emitir diálogos poéticos ou filosóficos, porém as vezes não soa natural. Uma pena que, apesar do filme ser tão bem dirigido, de ter uma fotografia maravilhosa, trilha e atores realmente bons. O filme da minha vida não é necessariamente o filme da minha vida, o pecado está no enredo. Volta e meia parece apenas uma novela da Globo e isso incomoda, porém não tanto.

5918672_x720

Se você é apaixonado por poética e um drama. O filme da minha vida pode ser o filme da sua vida. Que tal?

 

 

Dia do professor: 3 filmes

Hoje é 15 de outubro e comemora-se o dia do professor, como sou professora e sei o quão importante é o papel do professor na sociedade e o desafio que é ser um professor do século XXI. Decidi trazer 3 filmes com professores que inspiram, para lembrarmos sempre o papel do professor e sua importância. Feliz dia 15 a todos os professores.

1- Sociedade dos poetas mortos 

sociedade-dos-poetas-mortos-eua-1989

O novo professor de Inglês John Keating é introduzido a uma escola preparatória de meninos que é conhecida por suas antigas tradições e alto padrão. Ele usa métodos pouco ortodoxos para atingir seus alunos, que enfrentam enormes pressões de seus pais e da escola. Com a ajuda de Keating, os alunos Neil Perry, Todd Anderson e outros aprendem como não serem tão tímidos, seguir seus sonhos e aproveitar cada dia.

2- Escritores da liberdade

erin-gruwell-professora-e-os-escritores-da-liberdade.html

Em Los Angeles, uma dedicada professora de uma escola dividida por raças ensina uma turma de alunos adolescentes que apresenta problemas de aprendizagem. Ela tenta inspirá-los a acreditarem em si mesmos e a atingirem o sucesso, pois estão prestes a serem reprovados.

3- Preciosa (uma história de esperança)

maxresdefault

Grávida de seu próprio pai pela segunda vez, Claireece “Preciosa” Jones de 16 anos, não sabe ler nem escrever e sofre abuso constante nas mãos de sua mãe. Instintivamente, Preciosa vê uma chance de mudar de vida quando ela tem a oportunidade de ser transferida para uma escola alternativa. Sob a orientação firme e paciente de sua nova professora, Sra. Rain, Preciosa começa a viagem da opressão para autodeterminação.

Carpe Diem! ❤

5 coisas para parar de fazer

Esses dias me deparei com uma imagem que listava 5 coisas para parar de fazer e notei que estava mais para 5 conselhos que você deveria levar pra vida toda, analisei todos os cinco e concluí que precisava compartilhar com vocês. Por isso, resolvi lista-los aqui e comentar. Espero que gostem.

Screenshot_20171011-130941
Essa é a imagem: tirei print do meu status mesmo hahaha

1- Tentar agradar a todos: Coloque uma coisa na sua cabeça: É impossível agradar a todos. Impossível.  Bom, seja você mesma e de resto, as pessoas que realmente se importam com você estarão sempre ao seu lado (sei que soa clichê, mas é fato). Sempre vai ter alguém pra opinar, distorcer ou empinar o nariz para você, mas não ligue pra isso. Só seja uma boa pessoa, mas não perca tempo tentando provar que é.

2- Temer a mudança: Vez ou outra sempre vejo amigas ou parentes que se conformam com uma situação (que não é legal) pelo simples fato de ter medo de mudar. Arriscar-se a mudanças é dar chance a novos ares, é preciso sim coragem e isso, requer ousadia. Falo de mudanças significativas-não um corte de cabelo-é preciso coragem pra mudar de emprego, arriscar-se a um intercâmbio, mudar de cidade, sair de um relacionamento desgastante e enfim, coragem é preciso. Mudanças são necessárias.

3- Viver no passado: Essa é uma das mais cometidas. Gente, sério! O passado não tem nada mais pra oferecer (já ofereceu: experiência), é hora de deixar ele lá quietinho e seguir a vida. A gente não percebe, mas viver no passado acaba nos paralisando e isso não é bom. Viva o agora, planeje o futuro e deixe o passado pra trás.

4- Colocar-se pra baixo: Vamos falar mais um vez sobre auto-estima? Amor-próprio? Nem vem, colocar-se pra baixo é assinar um contrato com a resignação. Enteda de uma vez por todas: Você é o personagem principal da sua vida. Sua história depende mais de você do que qualquer pessoa. Então, ânimo e nada de ficar pensando negativo.

5- Pensar demais: Já notou que a gente acaba sempre perdendo oportunidades por pensar demais? Aí a gente volta ao passo 1. Perdemos na maioria das vezes por medo do que vão pensar de nós, agradar a todos? Roubada. Às vezes pensar demais só nos frusta. Tudo bem, é importante ter antes de tudo consciência dos fatos e certeza sobre nossos desejos, anseios e tudo mais. Porém, pensar demais nos pilha e no final das contas só nos deixa com dúvidas. Então, não pilhe tanto.

Inspiração: 3 detalhes que fazem diferença na foto

Hoje é dia de separar umas tranqueiras aí e treinar umas poses legais, porque é dia de fotografar, baby.

Está sem ideias para suas fotinhas? Bom, separei algumas delas para vocês usarem e ousarem na hora do clik. Espero que gostem e se divirtam.

1- Usem glitter, usem muito! É hora de purpurina hahaha, brilhinhos sempre dão um charme, né?

inspiração-fotos-com-glitter-brilhpinspiração-fotos-com-glitter-brilho

 

2- Aproveita e faz o combo gliter+penteado legal. O resultado fica bem tumblr.

d7420a10d636dc52a66d8dcf2adafce7--unicorn-face-makeup-unicorn-nail-art

d1590fcea36d3907021657ba907d01d9--alien-halloween-costume-alien-costumes

3- Que tal usar tinta colorida? É, aquelas tintas de aquarela. (Atenção: Faz uma sujeirinha danada, então se certifique sobre espaço e roupas)

E aí, gostaram das dicas?

Resenha do filme: O lado bom da vida

Data de lançamento: 1 de fevereiro de 2013 (2h 02min)
Direção:David O. Russell
Elenco:Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niromais
GêneroComédia dramática
Nacionalidade:EUA
Sinopse:  Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.
Resenha:

Baseado no livro do Matthew Quick e tendo indicações ao Oscar, teve estréia lá em 2013 e eu só assisti ontem. Estava lá, na lista faz décadas e eu procastinando, mas em todo caso assisti e me perguntei “Por que raios demorei tanto?” 

7h1l7itwhfdiiubkji530u962

O filme é um drama que conta a história de Pat (Bradley Cooper), um ex professor substituto de história que foi internado em um hospital psiquiátrico após um surto doentio de bipolaridade ao encarar sua esposa o traindo.

O filme começa então com a mãe do Pat “Dolores” ficando aos cuidados dele ao passo que ele está sendo liberado da clínica. Pat, por sua vez, está destinado a recuperar sua esposa Nikke e mostra-lá que está bem e que mudou.

Lá vai ele ler os livros que Nikke passa para seus alunos, pois não entende como sua ex mulher, que também é professora, passe livros com finais tão infelizes, ele está totalmente certo de que existem finais felizes e seu novo lema é “excelsior.”

Pat acaba conhecendo sua vizinha Tiffany (Jennifer Lawrence) uma mulher rude, recentemente viúva e ex ninfomaníaca em recuperação. Ambos acabam fazendo um trato, Tiffany o ajudaria a recuperar sua esposa e ele participaria de um concurso de dança com ela.

o-lado-bom-da-vida-original

No meio disso tudo, a gente percebe que o lado bom da vida é um filme cheio de nuances corriqueiras. Os acontecimentos são rápidos, as reações contidas e ainda assim, nós encaramos um núcleo familiar disfuncional. O Robert DeNiro atuando como o pai supersticioso e obssevivo, maravilhosamente. Até mesmo, conhecemos outro nucleo familiar caótico; o amigo do Pat que está deixando o casamento ir de mal a pior. E, percebemos, ainda assim como a vida pode ter um lado bom, isso se dá em especial ao momento em que Pat se reconhece na loucura da Tiffany ou quando seu pai se abre pra ele, dizendo o quanto se arrepende por não ter passado tempo suficiente com ele na infância. E notamos que a vida sinceramente não precisa ser perfeita até porque ela não é e nunca vai ser, mas sempre haverá um lado bom. Um lado, não todos.

O que falar da trilha sonora? Led zeppelin, Stevie Wonder, White Stripes embalam várias cenas e trazem uma ótima sensação, citações como Metallica e Megadeth também rondam o filme.

Ah, li por aí que o Matthew Quick (ex-professor) decidiu escrever “O lado bom da vida” após a mãe de um aluno ligar para ele preocupada com o conteúdo trágico e infeliz dos livros clássicos de literatura norte-americana. O que nos leva a uma cena muito interessante no filme, Pat decide ler o romance que sua ex mulher considera “o maior romance já escrito” , adeus as armas de Ernst Hemingway o que causa até uma cena engraçada ao ver a reação do Pat que acredita piamente em finais felizes e se depara com um trágico fim no romance.

600

Mas, nem tudo é tão dramático e melancólico assim, o Clímax fica lá pelo fim com o concurso de dança e a reação com a nota que eles tiraram (cômico? Sim, muito) e claro, “a sua loucura parece um pouco com a minha” já dizia Clarice Falcão ou como diria minha mãe “um louco reconhece outro”, e lá está o climax em puro êxtase para nos sentirmos agraciados com tanta sensibilidade. Enfim, é um filme que vale apena assistir.

Look do dia: Street Style

Olá, Olá e Olá

Meu, já faz um tempinho que eu não posto look do dia, pior que é mais por preguiça que qualquer outra coisa.

Mas, fiz uma experiência nova, me deu a louca das loucas e entrei nessas lojinhas baratinhas com 50 reais e disse “Quer saber? Aposto que consigo montar um look bonito com apenas 50 contos” e, agora, estou mostrando ele pra vocês. É, pasmem, gastei só 50 contos em 2 peças de roupa. Logo, eu? mereço palmas! hahaha

 

 

IMG_20171006_094245_425

 

 

20171005_114220

IMG_20171007_104148_474

Kmsnsh

IMG_20171007_123028_547

Eaí, me sai bem? Gostaram?

Ps. ignorem que eu tô só um palmito (magrela e branquela)

Moletom & Short: sem marca / Sandália: Arezzo / bolsa: C&a

 

 

 

Na fila do supermercado – Marina Colasanti

Estava eu na fila do supermercado chegando à caixa com um carrinho cheio de compras, quando ela veio com algumas poucas coisas na mão e perguntou se podia passar à minha frente. Respondi, com um sorriso, que melhor seria ir duas caixas mais para lá, na fila de urgência para pessoas com poucas compras. Respondeu, quase com violência, que se ela quisesse ir para a outra caixa já teria ido, estava me pedindo para passar à minha frente, só isso.
A esta altura eu já começava a descarregar o carrinho, e me dei conta de que ela havia pedido permissão também a um jovem senhor que devia estar atrás de mim. O qual, incomodado com a violência com que ela havia me respondido, disse que agora, tendo sido ela grosseira comigo, não daria o seu lugar.
Ela fechou a cara, e permaneceu impávida entre o homem e eu.
Era vagamente loura, vagamente pálida, vagamente acima do peso. Não sei que idade teria, evitei olhá-la.
Logo, minhas compras haviam passado todas, eu ia tirando a carteira da bolsa. Então, algo rompeu-se dentro dela, e eu a vi espalmar as mãos na bancada de inox e gritar:”Não aguento mais! Não aguento mais!”.
Abaixava e erguia a cabeça, dava socos na bancada, agitando o tronco. “Não aguento mais! – repetia aos brados- Estou cansada!….. Cansada! “.
Eu a olhava sem saber se devia abraçá-la, dizer-lhe alguma coisa, tentar apaziguá-la. Pareceu-me que não. Aquilo era um ato individual, um transbordamento que nada tinha a ver conosco, que de alguma forma nos ignorava. Não era um pedido de ajuda.
Ninguém se moveu, embora as cabeças se voltassem na sua direção. Os gritos dela ecoavam no supermercado. E os socos no inox. Entre as exclamações, em estilhaços de palavras entendeu-se que cuidava de uma irmã doente. Cuidava dela sozinha. Repetiu várias vezes “Sozinha!”.
Os mais próximos se entreolhavam, sem saber se era um surto que necessitaria do atendimento de um profissional, ou apenas uma rachadura provocada por exaustão.
Alguém pediu água. Há sempre alguém que pede água quando outro alguém sai da normalidade. E a água materializou-se, copo de plástico trazido por uma gerente. Temi que ela o varejasse com a mão, mas nem o tomou nem o recusou, talvez, tão voltada para dentro de si mesma, não o visse. Mas, seja pelo copo, seja pelo gesto, a tensão pareceu baixar.
Disse ainda, agora falando mais baixo, que ninguém cuidava dela, que com ela ninguém se importava, era só trabalho e mais trabalho cuidando dos outros, tudo com ela, sempre com ela, e para ela nada.
A gerente perguntou onde morava, ofereceu-se para mandar alguém acompanhá-la até em casa. Ela sacudiu a cabeça negando companhia.
Respondeu, mais para si mesma do que para a outra, que estava na hora do almoço da irmã, que tinha que ir, que estava tão, tão cansada. Em seguida pagou suas poucas compras, e saiu para o sol da calçada.
Nós ficamos ali, deglutindo a cena através de comentários que só serviam para isso, para diluir aquela entrega involuntária, a visão dolorosa da ferida exposta. Ninguém tinha respostas a dar. Só perguntas , conjecturas e inquietação.
Tivesse eu dado a ela o meu lugar na fila, é quase certo que não haveria ruptura. Sem encontrar obstáculos, ela passaria pela caixa como qualquer outro cliente que compra e paga, sem que nada a distinguisse dos demais. Aqueles gritos, aquela revolta que sequer tentamos acalmar, teriam passado por nós insuspeitados, trancados num corpo de mulher semelhante a tantos. E, no silêncio do supermercado, não seriamos levados a refletir sobre nossa insuficiência frente ao sofrimento alheio.

E tu era iô-iô, e eu era porto seguro

E tu ias sem se quer olhar para trás, e tu voltava como se não tivesse ido. Iô-Iô tu eras, e eu era porto seguro para tu voltar. E tu chegava de mansinho, aos poucos, ia recuperando um espaço que tu sabias que era só teu, e na verdade nem precisava ser recuperado. E com teu toque sereno, desmoronava qualquer barreira que eu tinha posto entre nós. E batia na minha porta ao amanhecer, e eu com rosto amassado ia sem jeito te ver, e aquele era o melhor bom dia que eu podia ter. E teu riso torto me fazia flutuar, teu abraço apertado me fazia perceber, que mais uma vez estava a sua mercê, mas podia ser diferente? será que seria? Eu queria ter forças para te parar, mas a força que eu precisava estava muito além da física, era requisitada na alma pra não te permitir entrar, só que tu tinhas a chave, eu era teu porto, e tu sabias.

Só que me doía, esse teu inquietar, parecia sempre que eu não era suficiente, e mesmo entre juras de amor, você resolvia ir, e eu te deixava partir, deixava porque não era alguém que exigia nada de ninguém, mas sabia que não podia mais continuar com esse pesar, não se pode aceitar migalhas, a gente tem que se amar, e se você resolveu partir, eu não podia mais deixar esse ciclo vicioso continuar.

Então  percebi que não podia ser teu porto, não podia continuar esperando tu ir e voltar, simplesmente aceitar como se não me doesse todas essas tuas idas e vindas, não podia mas ser o lugar onde tu podes se acalentar quando a tempestade chega, o tempo passou e me fez notar que eu não ia mais te esperar, e foi aí que eu fui viver, e não senti mas a necessidade de te cuidar, segui para a vida, e foi nesse momento que tu se viu me perdendo que resolveu deixar de ser iô-iô e resolveu ficar. Mas já era tarde demais, eu não era mais o teu porto seguro, onde agora depois de tantas idas e vindas você desejava ancorar.

 

 

Amor-próprio: Um sentimento pra cultivar

Amor-próprio:  substantivo masculino 1.1 Sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.

O famoso amor-próprio é citado constantemente por todo mundo, a maioria das pessoas insistem em dizer que o tem, mas será que nós temos mesmo amor-próprio?

Bem, creio que amor-próprio vai muito além do “eu não vou correr atrás de ninguém” ou do orgulho que propagamos diante das várias questões na nossa vida, a gente fica se sentindo a rainha do amor-próprio quando isso acontece, né?

Mas, amor-próprio vem antes de tudo, em nossa auto-aceitação em nos avaliarmos e percebermos quem somos, qual é a nossa história, o que queremos e pretendemos ser e, com isso, nos aceitarmos e lidarmos bem com o fato do “esse sou eu”, quem você é? Você respeita o seu eu?

Ok, não quero dizer que todo mundo vai/deve estar 100% satisfeito consigo mesmo, não. Choque de realidade, né? Mas uma coisinha ou duas, OK. Só que você não pode abandonar o prédio por causa de uma rachadura. A gente tem que aprender a lidar e trabalhar com as nossas fraquezas e limitações (e digo isso interiormente), e imperfeições externas? O que é isso? Quem inventou?

A coisa mais linda é quando você tem auto-confiança e isso, vai além do ser magra-alta-loira-olhoazul (padrão? Que?)

Passei muito tempo pra entender isso, vivia incomodada com o fato de ser magra-aqui no nordeste isso não é tão legal-mas e daí que não é? quem tem que achar bonito ou não? É, acho que euzinha de melo. Hoje, me sinto muito bem com o meu peso-que é genético-e percebo que essa minha confiança e aceitação exala pra outras pessoas. Eu sou linda, sou maravilhosa, sou um mulherão da porra. E você? Quem você é?

Ame suas curvas como elas são , ame seus ossinhos, ame seu cabelo cacheado, crespo, liso ou ondulado, ame seu tom de pele e sua voz. Se ame. Ame e perceba que irão perceber o quão incrível você é! Se liberte dos rótulos, se liberte da pressão que jogam em cima de você e note que a única pessoa que tem que se importar é você!

Pronta (o), pra começar a praticar o amor-próprio?

Ela usa rosa, mas também ama rock and roll

Já dizia o ícone Paul Simonon, do The Clash, “Pink é a verdadeira cor do rock’n roll” e ainda tem gente na década 2000 insistindo em estereótipos quando falamos de música? Principalmente rock and roll…

Sempre escutei comentários esteriotipados, principalmente na fase adolescente. Quem nunca? “Ah, pra gostar de rock só pode usar preto”, “Paga de roqueiro, mas usa rosa?”, “Rosa é cor de mulherzinha” e tantas outras idiotices escutadas!

Primeiro, cor não escolhe e nem define gênero. Segundo, tudo bem você querer usar preto dia e noite e noite e dia, tudo bem você se encher de tatuagens e fumar um beck. Tudo bem você ter alargadores, piercers e não sorri para ninguém. Tudo bem mesmo, é estilo. Mas, roqueiro, em minha opinião se traduz ao simples fato do “me identifico com esse som”.

tumblr_o1lbcfVmDq1sthf15o1_500

O rock é pra ser sentido. E tudo bem você usar verde, amarelo, azul ou rosinha. Tudo bem você ser apaixonada por gossip girl e ainda assim, se amarrar num rock and roll. Tudo bem ser você mesma e assim, romper com esses estereótipos absurdos que tentam impor.

Aliás, grandes astros do rock desfilaram por aí suas roupitchas rosas e não deixaram de ser bons naquilo que fazem: rock.

Quem nunca viu o Mick Jagger, o Eric Clapton, o David Bowie ou o Paul McCartney usando terninho rosa? Até o moço Harry Styles que lançou um álbum vibes Beatles tava aí desfilando charme de rosinha bebê.

Então, está na hora de começarmos a destruir rótulos e passar a ter uma visão mais aberta sobre as pessoas. Por que eu que uso preto 24hrs por dia posso ser um roqueiro, mas minha amiga “barbie” que passa 24hrs de rosa ouvindo Iron Maiden, não?

Ora, faça-me o favor, vocês cagam regras demais na vida.

Wonderful Wonderful- The Killers

Enquanto aqui no Brasil a gente acompanhava o surgimento do ritmo “Ragatanga”, Brandon Flowers e seu trio de parceiros oriundos da famosa Las Vegas dava início lá em 2002 ao grupo The Killers. Emplacando sucessos como “Somebody told me” e “Mr. Brightside”, a banda tinha como inspiração the smiths, Joy Division e New Order.

Wonderful Wonderful é o quinto álbum da banda e foi lançado no dia 22 de setembro (deste mesmo ano dãã), o quinto álbum consegue voltar ao auge dos anos 2000. Com uma sonoridade dançante dos anos 80, Brandon nos mostra que ainda é possível ser tão bom quanto antes.

O sucessor deste álbum foi o Battle born, que dividiu opiniões entre os fãs e deixou muito a desejar. Porém, nos presenteou com faixas como “Here with me” e “Runaways”.

Depois desse quase passo para o buraco negro da existência musical que foi Battle Born, Brandon manda ver e traz aquela atmosfera dançante dos anos 80 e um tom psicodélico em algumas canções.

Wonderful Wonderful é a primeira faixa e nos empolga com aquele ar apocalíptico, usando acordes de guitarras logo de início que conferem a lembrança das bandas de rock clássico.

the-killers-wonderful

Os singles The Man e Run for cover nos traz um som mais pesadinho, embora tenha aquela misturada de batidas que conferem um ritmo dançante que só o The Killers sabe fazer.

Mas é claro que o álbum tem aquelas músicas mais down, porque é necessário sofrer ou pensar em mil fitas olhando pras paredes então “Rut”, “life to come” e “some king of love” estão aí pra isso.

Aliás, queria registrar que para mim a santa trindade deste álbum é “Some King of love”, “The Calling” e “Have All The Songs Been Written?”

Por que? Além de carregarem letras super complexas, a sonoridade é v-i-c-i-a-n-t-e e com certeza eu fiz questão de ouvir umas 30 vezes, só hoje.

Tudo bem, sei que The man e Wonderful Wonderful se tornaram as queridinhas, mas eu queria registrar meu gosto.

Enfim, depois de 5 anos sem lançar álbum o The Killers ressurge como uma fênix e traz o seu velho som de rock com batidas eletrônicas bem new wave e, fazendo jus ao título.

Corre lá no spotify e escuta até umas horas… hahah

 

A arte não tem padrões

Recentemente a exposição do Santander deu o que falar, mas não irei me ater a isso, já vi vários posts por aí á respeito (sei que vocês também). Irei deixar aqui minha breve opinião sobre o que eu penso das artes e da cultura (ambas andam lado a lado), pra que vocês possam tirar suas conclusões à respeito das manifestações artistico-culturais existentes em nosso mundo. Lembrando que é apenas a minha opinião.

Arte seria então, uma produção que significa sensibilidade, um produto da imaginação do artista e sua finalidade seria a contemplação do belo (porém, não só do agradável, do prazeroso).

A cultura por outro lado, seria tudo aquilo que a partir da existência humana, carrega um significado: linguagem, símbolos, valores, comportamentos, “obras de arte” enfim, por aí.

A questão é simples, a partir da expansão do capitalismo criou-se então uma ideologia cultural, onde a cultura virou indústria também. Com isso, a cultura ficou submetida ao “lucro” e daí, as obras de arte viraram meras mercadorias.

Um dos pensamentos que exprimem o que acredito vem da filósofa e professora Marilena Chauí, ela diz:

“A indústria cultural vende cultura. Para vendê-la, deve seduzir e agradar o consumidor. Para seduzi-lo e agradá-lo, não pode chocá-lo, provocá-lo, fazê-lo pensar. Fazê-lo ter informações novas que pertubem, mas deve devolver-lhe, como nova aparência, o que ele já sabe, já viu, já fez”.

Então, para mim, a arte ela pode e deve trazer críticas sociais e ao mesmo tempo, sensibilidade e expressão de emoções.

Aquela arte que não nos provoca, não nos choca, é apenas um produto de lucro e em suma, servirá em prioridade para decorar.

Por isso, creio que arte não deveria se ater a padrões impostos pela indústria, mas sim, ser uma criação que exprime aquilo que quer-se exprimir através do autor; seja isso, chocante ou não.

A ilustração de capa é do artista Pawel Kuczynski que tem diversos quadros (maravilhosos) nesta mesma pegada.

E vocês? O que pensam sobre arte?